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  • Publicado em 25 de agosto de 2020

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  • Por Challenge Consultoria

Pequenas, médias e empresas familiares: eis aí o grande desafio profissional!


As razões pelo título acima serão mais compreendidas no final do artigo. Portanto, aproveitem a leiam até o final.

 

No Brasil, em linha com os dados da Receita Federal (RFB), atualizados em 11 de maio de 2020, temos 19,2MM de empresas. Deste número, aproximadamente 98% são de pequenas e médias empresas.

Em relação ao enquadramento destas empresas, a divisão está da seguinte forma: MEI: 9,8MM (51,02%), ME: 6,6MM (34,25%), EPP: 0,9MM (4,66%), e as demais: 2MM (10,02%).

Estima-se que 80% destas empresas são familiares, mas, apenas, 3% delas resistem até a quarta geração.

Apesar do expressivo número de empresas, estima-se que, em média, apenas 37,8% delas sobrevivem após o 5º ano de abertura. Este percentual é apurado em pesquisa do IBGE em período anterior a Pandemia do COVID-19. Com isso, infelizmente, podemos concluir que após este evento, este número pode ter sofrido significativa alteração com uma quantidade muito menor de empresas sobreviventes em decorrência da queda de atividade econômica. Contudo, é importante analisar estes dados em condições e em ambiente normal de atividade econômica.

Obviamente, todo empresário e/ou empreendedor que inicia um novo negócio se baseia em sua visão e, quase sempre, em sua análise pessoal de uma oportunidade de negócio, novo ou não, que vai explorar um mercado, saturado ou não, e que acredita, na maioria dos casos, “cegamente” em sua capacidade de fazer, gerir e acontecer. De forma geral, as análises de todas as variáveis envolvidas são feitas (quando são feitas) de forma superficial e com autoavaliação equivocada, desprezando fatores importantes e essenciais para o sucesso de qualquer negócio, tais como: i) qualidade da gestão empresarial; ii) Liderança e gestão de pessoas; iii) Planejamento; e, iv) Comportamento do Empresário e/ou Empreendedor.

São muitos os fatores envolvidos que separam a empresa com a tênue e volátil linha entre o Sucesso e o Fracasso. Com agravante, para ambos os lados, podendo ser pessoal e profissional.

Certamente, por outro lado, quando o empresário e/ou empreendedor se mostra atento e zeloso desde o início da concepção de seu negócio se mostra atento e zeloso, e que trata e mitiga a predominância dos impactos dos fatores destrutivos de empresas já destacados acima, este terá elevada probabilidade de sucesso e de êxito na condução de seu negócio. Além ainda, dele mesmo demonstrar condições adequadas de potencial, conhecimento e competências para conduzir de forma eficaz e estratégica a gestão de seu negócio.

Os fatores destacados são essenciais e fundamentais para o sucesso ou fracasso de qualquer negócio. Assim, vamos abaixo discutir estes individualmente e apresentar dicas simples e eficazes para sua adoção e manutenção:

  1. Qualidade da gestão empresarial

Gestão empresarial é um dos processos mais importantes para o sucesso de qualquer empresa. Contudo, também é um dos mais complicados e em que muitos os empresários e famílias possuem maiores dificuldades e limitações.

Podemos avaliar o nível de qualidade de gestão usando como referências as seguintes condições:

Conhecimento: neste quesito destacamos a capacidade de entendimento dos processos de gestão, desde operacionais e estratégicos, os quais são necessários para dar suporte e segurança operacional ao negócio.

Competências: representa a capacidade de execução eficaz dos processos e, o mais importante, realizar negociações, desde as básicas até as mais estratégicas. Representa também a capacidade de liderar, motivar e engajar pessoas e equipes em linha com os objetivos e interesses do negócio.

E, por fim:

Visão estratégica de negócios e de mercados: a dinâmica do mercado atual não permite mais que as empresas que querem crescer se acomodem.

Mercados dinâmicos possibilitam que empresas com décadas de história sejam rapidamente superadas por novos competidores.

Assim, ter capacidade de visão diferenciada e estratégica com inquietude e na busca constante de Inovação e sistematização é fundamental para uma gestão empresarial de alto nível e qualificada.

 

  1. Liderança e gestão de pessoas

Muito se falou, e ainda se fala, das diferenças entre Chefe e Líder. Da mesma forma, as gerações vieram e mudaram os modelos (mindset) e hábitos. Também podemos colocar neste bolo o novo filtro social, “fictício, porém, existente”, das boas práticas e de conduta que, por meio da Internet, julga e as vezes sentencia pessoas e empresas que não respeitam e tratam mal seus colaboradores, fazendo com que estas tenham baixo índice de retenção de talentos e de atratividade por bons profissionais.

Portanto, neste contexto, as empresas devem priorizar por ter líderes competentes com alta capacidade de gestão e, principalmente, que saibam motivar, gerir diversos processos com alta capacidade para apresentar soluções e de resolução assertiva de problemas, e serem referência como um Líder justo e humano.

Se as empresas insistirem em manter gestores com perfil de “chefe das antigas”, onde “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, e que não se importa com o desenvolvimento intelectual e comportamental destes, sinto em informar que estas empresas poderão ter sérios problemas em breve.

 

  • Planejamento

A grande maioria das empresas de pequeno e médio porte, familiares ou não, não dão a devida atenção para fazer o Planejamento de seu negócio.

As demandas do dia-a-dia e, eventualmente, a concentração de responsabilidades e o grande volume de tempo desperdiçado em resolução de problemas operacionais e financeiros, os quais, provavelmente, não os teriam se tivessem uma boa gestão empresarial e gestores e líderes qualificados e competentes, impedem que os empresários e empreendedores gastem tempo para fazer o Planejamento (Estratégico, Operacional e Financeiro) de seu negócio.

Em nosso entendimento, o Planejamento é a bússola do negócio. Deve servir como parâmetro de avaliação de resultados, assim como, performance e de avaliação de competências e entregas de seus gestores.

Empresas sem planejamento que não sabem onde estão e nem onde vão, são apenas sobreviventes e estão inerentes a qualquer mudança de momento e de ambiente.

Em tempo, a falta de capital para investimento ou até mesmo capital de giro é uma das consequências da falta de planejamento e da precariedade da gestão empresarial.

 

  1. Comportamento do Empresário e/ou Empreendedor

Este, sem dúvidas, é o fator de origem para os demais fatores, sejam eles de Sucesso ou de Fracasso.

Para o sucesso dos negócios é imperativo que o empresário e/ou empreendedor tenha o comportamento, pensamento e visão empreendedora e de negócios com foco em resultados.

Para que estas características sejam objetivamente em identificadas e que não fiquem no âmbito das questões subjetivas ou de autoavaliação (ego) e de sentimentos, estamos falando da capacidade de construir e conduzir se negócio e em ambiente de gestão empresarial qualificado e eficaz, profissionalizado e com alto índice de satisfação e empenho de seus colaboradores, clientes e fornecedores e demais envolvidos.

No sentido contrário, o que comumente se vê, principalmente, nas pequenas e médias empresas (familiares ou não), as posições chave são ocupadas por integrantes da família onde nem sempre estes possuem vocação, aptidão e/ou demais condições adequadas para assumir e executar a posição de gestor e de Líder. Em muitos casos, o ego e o comportamento individualizado impacta diretamente o negócio e acelera a velocidade das empresas em direção ao fracasso.

Apesar do sonho da maioria dos fundadores de que seu Legado seja mantido e conduzido pela Família, é importantíssimo que estes sejam e tenham desenvolvimento, capacidade, discernimento e entendimento das responsabilidades e entregas que a posição e a Sociedade (Responsabilidade Social) exigem e tenha para si a mesma força e vontade de manter e transformar o negócio tal qual o seu fundador teve.

 

Uma vez feito todas os esclarecimentos e ponderações dos fatores que envolvem e interferem diretamente a qualidade de gestão empresarial e os desafios que os profissionais enfrentam em seus ambientes, tomo a seguir a liberdade de apontar no meu entendimento o por que, SIM, é nas pequenas e médias empresas – familiares ou não – que estão os grandes desafios profissionais.

Tive a oportunidade de trabalhar em empresas gigantes, nacionais e multinacionais. Sempre me perguntam como era, se era muito difícil ou se avalia a minha capacidade profissional em decorrência destas vivências. Óbvio, aprendi muito e muito se aprende em grandes empresas. Porém, nestas, e, principalmente, naquelas que já estão com nível qualitativo avançado de excelência em gestão – motivos estes que as colocaram em tal posição – todos os fatores discutidos nos textos acima, os quais envolvem diretamente Sucesso e Fracasso, já foram tratados e, na maioria dos casos, equacionados e implementados. Além ainda, do potencial financeiro para praticar políticas de RH e meritocracia diferenciadas e com alto potencial de atração e retenção dos melhores talentos.

Não obstante, também sabemos que há muitas tristezas e frustrações decorrente no alto nível de competitividade entre os profissionais e das ambições de crescimento profissional. Mas, de forma geral, estas questões têm impacto limitado no Clima Organizacional e não compromete as vantagens e benefícios praticados e/ou a Cultura Organizacional.

Trocando em miúdos, nas grandes empresas já está quase tudo pronto e a velocidade, inteligência e viabilidade para criar, desenvolver e implementar projetos é muito maior.

Por outro lado, nas pequenas e médias empresas – familiares ou não -, nem sempre há estes cenários e ambientes já desenvolvidos. Portanto, caberá ao profissional gestor a Missão de transformar, profissionalizar, crescer e garantir o sucesso nestas empresas. Portanto, este SIM, é o grande desafio profissional que um grande Gestor e Administrador pode e deverá enfrentar em sua trajetória.

 

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